O escritor Luis Fernando Verissimo morreu aos 88 anos neste sábado (30) à 0h40 por complicações de pneumonia e após internação de quase 20 dias. Verissimo estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, desde o dia 11. Até às 7h30 não havia ainda informações a respeito do velório e sepultamento ou cremação do autor.
Os problemas de saúde mais grave do gaúcho da capital que faria aniversário no próximo dia 26 começaram em 2016 quando implantou um marcapasso. Cinco anos mais tarde, Verissimo sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) afetando a fala e locomoção.
Pai de três filhos, avô de dois netos e autor de mais de 70 livros, que venderam aproximadamente 5,6 milhões de cópias, o escritor deixa ainda a viúva, Lúcia Helena Massa.
Colunista com passagens por diversos jornais como "Zera Hora" e "O Estado de S.Paulo", Verissimo morou parte da infância nos EUA, enquanto o pai, Erico Verissimo, dava aulas em universidades daquele país. A carreira do autor começou no final da década de 1960 como revisor do "Zero Hora".
Depois e já morando no Rio de Janeiro foi tradutor. Em 1973, lançou o primeiro livro, "O Popular". Na década seguinte trabalhou na Globo na equipe do programa de humor "TV Pirata". Em 1996, viu "A Comédia da Vida Privada" ganhar uma versão para a televisão.
Apaixonado por música, tocava saxofone, e torcedor do Internacional lançou livros como "Amor Brasileiro", "Humor nos Tempos do Collor" e "Diálogos Impossíveis", além de "As Mentiras que os Homens Contam" e "O Clube dos Anjos". E criou tipos como Ed Mort, vivido por Luis Fernando Guimarães em especial da Globo em 1993, As Cobras, a Velhinha de Taubaté, o Analista de Bagé, e Dora Avante.
Nos anos 1990, Verissimo se diversificou ainda mais e lançou uma série de relatos de viagens em formato de livros abordando cidades como Japão, Madrid e Nova York.